Um pé engessado e duas séries completas

safe_image.phpNessa matéria, viajaremos em True Detective.
GalerêeêeeeÊ!!! E ae?

Como foi a semana de vocês? Aliás, como foi o feriado desses cinéfilos, nerds, gamers (…)?

O meu foi ótimo, tirando o pé engessado durante a semana inteira! Pois é, nesse mês de abril e início de maio foi bem difícil postar nos dias corretos. Sempre algo acontecendo mas a vida não me desestimula, suas mudanças só me incentivam.

Na verdade, na minha opinião de ‘shit’, nada acontece por acaso.

Assim, ficar com essa perninha na cama sem poder fazer nada foi super produtivo para o meu vício em séries, filmes, livros e games.

Acreditam que até voltar para o WOW eu voltei? Risos…

Também me aventurei em um outro jogo bacana chamado: Kingdom of Amalur. Indicaram, investiguei e gostei bastante. Um RPG show. Procurem!

Bem, como eu disse, tudo tem um motivo. E nessa produtividade, pude assistir duas séries completas e vou dividir as minhas impressões sobre as mesmas.

Um fato curioso sobre a minha experiência com True Detective e House Of Cards: eu, simplesmente, fui resistente a assisti-las de imediato. Mesmo com todas as críticas positivas, mesmo com elenco de peso (em ambas), resisti.

Sem razão nenhuma…simplesmente achei que poderia ser ‘boring’.

LEDO ENGANO.

Nessa matéria, viajaremos em True Detective.

O primeiro contato me passou as seguintes informações: uma nova série, produzida pela HBO, narrando o cotidiano de dois detetives da Pensilvânia e estrelada por Matthew McConaughey e Woody Harrelson. PONTO.

As reações foram: uma emissora que tem tradição em lançar boas séries; atores extraordinários e que estão em ótimos momentos. Um acabou de ganhar o Oscar de melhor ator por sua interpretação em Clube de Compras Dallas e o outro vem escolhendo papéis sólidos para representar e já foi indicado ao mesmo prêmio. Sou fã dos dois. ÓTIMO.

Mas foi isso.

Até essa linha foi a minha empolgação.

Sem explicação nenhuma esse desinteresse. E deixei para lá.

Continuei assistindo as minhas 38 séries (boas, médias, ruins, ótimas) e me deixei esquecer dessa novidade…
Não insisti, até por que acredito no falado ‘feelling’ e, simplesmente, não tinha. AINDA.

Belo dia, uma pessoa me mandou um texto. O estou inserindo na matéria pois vale a pena tirar 10 minutos do seu dia e refletir sobre o mesmo, seu título: A VIDA TEM SENTIDO?

Tirei alguns minutos e fui adentrando nesse mundo de palavras. Inicialmente, assustador, triste, melancólico, realista…

A base do texto é a teoria filosófica mais pessimista do mundo: de que nós, seres humanos e toda nossa inteligência e capacidade, somos frutos de um erro. De uma curva.

Os que acreditam nessa tese, afirmam que o homem seria mais feliz se simplesmente aceitasse o fato de que é apenas um produto da natureza e que seu papel é simples: nascer, crescer, reproduzir e morrer. ASSIM.

Também diz que toda construção, criação social, religiosa, moral, econômica, cultural, feita ou atingida pelo homem é uma falha tentativa de ser mais do que realmente o é: um simples pedaço de carne.

JUST LIKE THAT.

E eu pensei: uau…será? Mas, então, devemos vir aqui e não sermos nada? Não fazermos nada? Isso seria vida? Ou devemos, simplesmente, ignorar esses fatos, essas teorias e sermos quem quisermos ser?

Falhos, humanos.

Qual é a verdade? Qual é o caminho? Existe esperança alguma para o homem?

Dando continuidade ao texto, senti como se os raios finais de um sol da tarde alcançasse a minha pele:

doçura, intimidade,

esperança, vontade.

E, isso tudo, toda essa confusão de pensamentos aleatórios e bandidos são TRUE DETECTIVE.

Após ler o texto, o tal ‘feelling’ estava todo em mim. Baixei a série e me aventurei sem saber o que esperar, com profundo medo de acreditar no pessimismo.

O texto é baseado nos dois personagens principais que foram representados com maestria por Matthew e Ray. Um é a excentricidade, o outro o comum.

Apesar de ter um viés policial muito bem elaborado, a série é mais do que isso.

É sobre o descobrimento (individual) de dois seres humanos que enxergam a vida de modos diferentes e que tentam coexistir no mesmo espaço e tempo, apesar do medo do que eles representam um para o outro.

O show traz diferentes perspectivas tanto no passado como no presente e a narrativa se foca na investigação dos crimes supostamente cometidos por um serial killer no ano de 1995 feita pelos detetives Rust Cohle e Martin Hart.

Nos dias de hoje, o caso é aberto novamente e ambos são questionados pelos atuais detetives, já que a polícia tenta novamente prender o assassino.

A série mostrará ao público o que acontece atualmente, ao mesmo tempo em que revela flashbacks da investigação nos anos 90. (PERFEITAMENTE FEITOS).

Outros pontos que precisam ser frisados:

– os dois personagens são extremamente complexos. É interessante assistir como eles são demonstrados na frente do telespectador;

– é uma série policial mas que envolve drama, suspense e uma dose de humor negro;

– as cenas de violência são brutalmente reais; as cenas de assassinato relembram Hannibal;

– a fotografia é belíssima!;

– a série tem a mesma estrutura de American Horror Story: a cada temporada, novos atores, novas histórias;

– Matthew e Ray também são os produtores da série;

– a abertura da série é muito bacana;

– a transformação dos personagens para dar o sentindo de espaço de tempo necessário a série, é absurda!!;

Para entenderem o nível de qualidade da série, a mesma bateu recorde histórico de audiência da HBO, ultrapassando Game Of Thrones.

By the way: eu assisti a temporada completa em um dia.

Quem assistiu, entende como a série é boa. Quem ainda não o fez, não perca tempo.

Ah…para nossa alegria: JÁ FOI RENOVADA.

Antes de encerrar, a cena final do capítulo final tem uma cena entre os dois personagens principais que me deu a mesma sensação de sol no entardecer que no texto…maravilhoso.

Quem já assistiu algum episódio?

Qual sua opinião?

Gostou da matéria? Conta pra gente!

Valeu pessoas!
Beijos,

By Lalinha

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