
Durante décadas, fãs de Neon Genesis Evangelion aprenderam a conviver com uma certeza: não existe final confortável nesse universo.
Mas agora… talvez exista.
Apresentado no festival de 30 anos da obra, o novo curta-metragem “EVANGELION 30+” trouxe uma imagem que durante muito tempo pareceu proibida dentro da própria lógica da série:
Asuka e Shinji casados — e com um filho.
Sim, felizes.
Um filme feito quase como um milagre
Segundo relatos do evento, o curta foi finalizado por Hideaki Anno às 6 horas da manhã do próprio dia da estreia.
Para quem acompanha Evangelion, isso soa estranhamente apropriado.
Evangelion sempre foi uma obra viva — quase instável — moldada pelo estado emocional de seu criador. O fato de um novo capítulo surgir literalmente no limite do prazo reforça a sensação de que a série nunca foi apenas planejada… mas sim sentida.
SPOILERSSSS!
O encontro das Asukas
O curta coloca Asuka Langley Soryu e Asuka Shikinami coexistindo.
Ou seja:
não é apenas continuação
não é apenas remake
não é apenas nostalgia
É uma reconciliação de linhas temporais.
A história revisita o anime dos anos 90, trabalha com mundos paralelos e apresenta um epílogo alternativo para a cronologia original. Pela primeira vez, Evangelion parece olhar para trás não para desmontar seus personagens — mas para permitir que eles existam.
O que isso significa para Evangelion?
Evangelion sempre falou sobre crescimento, mas raramente sobre maturidade.
Shinji aprendia
Asuka reagia
Rei observava
Mas ninguém realmente vivia.
Mostrar um futuro onde relações sobrevivem, onde há família e continuidade, muda algo fundamental:
o universo de Evangelion deixa de ser apenas um ciclo psicológico e passa a admitir a possibilidade de seguir em frente.
Talvez não seja um final definitivo.
Talvez seja apenas uma possibilidade.
Mas depois de 30 anos… já é muito.
No fundo, “EVANGELION 30+” parece menos um novo capítulo e mais uma mensagem tardia:
algumas histórias não precisam terminar para finalmente descansar.




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